quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Exército reforçará controle e fiscalização sobre explosivos

Para garantir mais segurança aos trabalhadores da segurança privada que vêm sendo vítimas frequentes de ataques com explosões a carros-fortes, agências bancárias, caixas eletrônicos, entre outros, a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) defendeu, durante o II Simpósio de Controle e Rastreamento de Explosivos, a contratação de vigilantes e elaboração de plano de segurança para pedreiras, além da exigência de comprovação de antecedentes criminais para todos os que manuseiam os explosivos. O Simpósio ocorreu nesta terça e quarta-feira (16 e 17), na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), em Brasília.

Única representante dos trabalhadores vigilantes, de transporte de valores e escolta armada, a CNTV defendeu junto à DFPC – Divisão do Exército Brasileiro responsável, entre outros, pelo controle de explosivos – que a contratação de vigilantes para as pedreiras é fundamental em decorrência do risco do local, além da grande quantidade de explosivos (alvo constante de bandidos).

“Entendemos que é, sim, questão de segurança. Hoje, boa parte das pedreiras não contrata vigilante. Colocam lá qualquer pessoa para cuidar de tudo, sem qualquer qualificação, tornando fácil para os ladrões conseguir o instrumento utilizado para crimes ainda maiores e que vem ceifando a vida de centenas de trabalhadores – os ataques a carro-forte e a bancos em geral”, avaliou o secretário Geral da CNTV, Cláudio José.

Sobre o plano de segurança, a CNTV argumentou que, para contratar vigilantes, é fundamental saber a real necessidade do local. “O plano de segurança daria esse norte e evitaria que as empresas contratassem vigilantes só por contratar, sem colocar no lugar correto, sem seguir procedimentos determinados. Também defendemos que o trabalho dos trabalhadores seja complementado por câmeras de monitoramento, para diminuir ainda mais o risco de roubos a explosivos”, esclareceu o presidente da CNTV, José Boaventura.

Além disso, a CNTV quer também que os trabalhadores que manuseiam explosivos comprovem que são “ficha limpa”. Assim como os vigilantes não podem ter antecedentes criminais, o entendimento da Confederação é que, por questões de segurança, a exigência seja estendida aos que trabalham com explosivos.

Exército quis ouvir membros da CCASP

Com as alterações na Portaria nº 03 – Colog, de 10 de maio de 2012, que aprovou as Normas Relativas às Atividades com Explosivos e seus Acessórios, a DFPC convidou os membros da CCASP para participarem do Simpósio. Segundo entendimento da Diretoria, esta seria uma oportunidade para prestar esclarecimentos e debater possíveis sugestões para as alterações do texto.

Além da CNTV, participaram do evento representantes da ABTV e Febraban. A Polícia Federal (PF) justificou ausência em virtude do envolvimento com os Jogos Olímpicos. Também estiveram presentes representantes de pedreiras e de empresas que trabalham com venda e fabricação de explosivos.

As propostas apresentadas no Simpósio serão analisadas pelo Exército e encaminhadas para a área competente realizar possíveis alterações.

“Ficamos satisfeitos com a participação da CNTV. Por representar a categoria de vigilantes, Transporte de Valores e Escolta Armada, buscamos apresentar propostas que evitem que os explosivos cheguem às mãos dos bandidos. Fizemos questão de participar do Simpósio porque a preocupação com os vigilantes é real, e trabalhamos incansavelmente para garantir sua segurança”, afirmou Cláudio.


Fonte: CNTV

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COMUNICADO AOS VIGILANTES DA EMPRESA DE SEGURANÇA BRAÇO FORTE.

Comunicamos a todos os Vigilantes da Empresa de Segurança Braço forte, que prestam serviço em São Gonçalo que a empresa não compareceu a mesa redonda no Ministério do Trabalho e Previdência Social de Niterói ontem dia 04/08/16 solicitada pelo Sindicato Svnit, onde estaria sendo questionada o porquê esta colocando os Vigilantes numa escala de 14 horas por dia no posto de Serviço do supermercado Guanabara em Alcântara/São Gonçalo.
 
Na Audiência representando o Sindicato Svnit compareceu o Vice Presidente do Sindicato Paulo Henrique que vendo o descaso da empresa com os trabalhadores solicitou fiscalização e autuação da empresa por descumprir a convenção coletiva de trabalho assinada e registrada no Ministério do Trabalho, e também por entender que o Vigilante não é escravo.
 
A diretoria do sindicato dos vigilantes de Niterói e regiões.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

CNTV reafirma apoio ao projeto ‘Vigilante 24 horas’

Realidade em diversas cidades do Rio Grande do Sul, o projeto Vigilante 24 horas já recebeu total apoio da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). Segundo o texto, tornase obrigatória a presença de vigilantes em agências bancárias e instituições de crédito 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. 

O projeto, iniciado pelo Sindivigilantes do Sul, já é realidade em 34 cidades do Estado, e a expectativa é que esse número siga aumentando a cada dia. Até agora já aprovaram o projeto: Alvorada*, Amaral Ferrador*, Arroio Grande, Arroio dos Ratos, Bagé*, Balneário Pinhal*, Butiá*, Camaquã, Candiota, Canguçu, Cerrito, Cerro Grande do Sul*, Charqueadas*, Cidreira*, Cruz Alta, Herval, Jaguarão, Morro Redondo*, Mostardas, Nova Prata*, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado*, Piratini, Portão, Rosário do Sul*, Santo Ângelo*, São Francisco de Assis*, São Gabriel*, São Jerônimo*, São Leopoldo*, Tapes*, Tupanciretã*, Viamão*. Nas cidades marcadas com asterisco, falta a assinatura do prefeito para virar lei. 

Por entender a grande relevância do projeto Vigilante 24 horas, a CNTV incentiva que sindicatos de todos os cantos do país procurem vereadores de suas regiões para que apresentem projetos de leis no mesmo sentido. 

Segundo o secretário Geral da CNTV, Cláudio José, além da segurança, o Projeto garante também geração de emprego. “Por esse motivo a CNTV defende e orienta que sindicatos de todo o país sigam a mesma linha do Sindivigilantes do Sul e defendam projetos que garantam a presença de vigilantes durante as 24 horas do dia”, afirmou A 

União Faz a Força 

A proteção ao patrimônio é apenas uma das partes do trabalho desenvolvido pelos vigilantes. A mais importante delas, e que merece atenção devido o aumento da violência, é o cuidado com a vida das pessoas. Bancários, clientes, usuários e trabalhadores terceirizados estão expostos a riscos e, por isso, a união das categorias para aprovar o projeto é indispensável. 

Parceiros de longa data, vigilantes e bancários devem se unir ainda mais para garantir aquilo que é luta de ambos: segurança. 

Fonte: CNTV

Sindicato presta assistência a vigilante baleado em ataque contra escolta armada em São Gonçalo/RJ

Na última semana dois ataques a carros de escolta armada foram registrados no município de São Gonçalo/RJ base do Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região (SVNIT). A direção da entidade foi até o Hospital Alberto Torres averiguar o quadro de saúde dos vigilantes e prestar os auxílios necessários. Dagoberto Marciano Cardoso, vigilante da empresa Séculos de São Paulo, foi baleado, mas passa bem. Ele informou que a empresa prestou a assistência. 

O presidente do SVNIT, Cláudio Vigilante, ressaltou a importância dos trabalhadores da segurança privada terem um plano de saúde, o que possibilitaria a transferência para um hospital com acomodações mais confortáveis. Cláudio informou ainda ao vigilante que a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) está lutando por melhorias nos armamentos, no colete a prova de bala e pela blindagem total nos carros de escolta, além de plano de saúde para todos os vigilantes.

"Apesar do companheiro não ser vigilante do nosso município, ficamos preocupados com a vida do ser humano, além de que representamos a CNTV que é a confederação de todos os vigilantes do Brasil. Nos colocamos à disposição do companheiro para qualquer necessidade", afirma Cláudio Vigilante.

O diretor do SVNIT, Adilso Vigilante, que acompanhou a visita, ressaltou que a direção da entidade já aprovou que na próxima negociação coletiva uma série de propostas para os vigilantes da Escolta Armada serão apresentadas. "Nosso Sindicato representa também a escolta armada na nossa base territorial e vamos intensificar a luta por melhorias para todos os vigilantes", revela.

domingo, 31 de julho de 2016

Novo endereço do Sindicato

A partir da próxima segunda-feira (01/08), o Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões (SVNIT) passa atender em NOVO ENDEREÇO - Rua Gustavo Lira, 15 - Fundos, também no Centro de Niterói, próximo ao antigo endereço. A rua faz esquina com a Rua Marquês do Paraná e fica próximo à loja de parabrisas. 

Em função da mudança, os telefones do Sindicato não estão funcionando.  A operadora de telefonia afirmou que o restabelecimento das linhas acontece em cinco dias. Durante esse período os contatos com o Sindicato pode ser feito através dos emails: sindicatosvnit@gmail.com ou sindicatosvnit@r7.com ou comparecendo no novo endereço.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Empresa Rota Segurança procura SVNIT e afirma regularizar pagamentos atrasados dos vigilantes

Após fiscalização do SVNIT – Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região em alguns postos de trabalho, a empresa Rota Segurança, responsável pelos postos da Defensoria Pública do Trabalho e também do Ministério da Agricultura em Niterói se reuniu nesta quarta-feira (20/07), na sede da entidade, com o presidente Cláudio Vigilante e o diretor Adilson Vigilante para esclarecer os problemas contratuais e de descumprimento das obrigações trabalhistas. Os representantes da empresa foram o Sr. Ricardo (diretor), Jorge (supervisor) e Gesse (supervisor).

A empresa admitiu o atraso nos salários dos vigilantes da Defensoria Pública por conta do não recebimento das faturas. Informou ainda que foi realizado o depósito das passagens para transporte e o tíquete refeição na última sexta dia 15/07. Os salários também serão quitados, de acordo com a Rota Segurança até o fim da semana.

“Mesmo com essa reunião com a empresa onde ela se comprometeu a regularizar a situação dos trabalhadores, informamos aos responsáveis que o Sindicato vai continuar monitorando todos os postos para que novos casos de atrasos não ocorram. Não descartamos também a utilização de denúncias ao Ministério Público do Trabalho da empresa e também da contratante”, disse Cláudio Vigilante que avisou à Rota Segurança que, por conta dos atrasos, os vigilantes têm direito a receber uma multa de 20 % do salário e que a empresa poderá ser acionada judicialmente caso não cumpra.

Já sobre o posto do Ministério da Agricultura em Niterói onde o contrato foi encerrado e as rescisões dos vigilantes não haviam sido homologados no Sindicato, a empresa informou que tem cinco faturas em aberto para receber do Governo Federal e que por isso, vem encontrando dificuldades para quitar as rescisões. Diante desse cenário, a diretoria do Sindicato vai pedir uma mesa redonda no Ministério Público do Trabalho de Niterói  com a presença da empresa Rota Segurança e também da representação do Ministério da Agricultura para buscar uma solução de pagamento imediato das rescisões dos trabalhadores.

“Foi muito importante essa reunião com a empresa na sede do Sindicato. Demonstra o respeito pela força da entidade que é a legítima representante dos vigilantes na região. O Sindicato é a casa do trabalhador e o nosso trabalho é defender os interesses da categoria. Não podemos admitir que os vigilantes sejam explorados”, afiança Cláudio Vigilante.


A Rota Segurança informou ao SVNIT que foi procurada por pessoas que se passavam por dirigentes sindicais de um suposto sindicato clandestino com sede em Alcântara, São Gonçalo. Ao tomar conhecimento da atuação do SVNIT, decidiu rapidamente procurar a direção para explicar a real situação dos contratos e os motivos dos atrasos. O SVNIT espera que a empresa cumpra com o acordado e regularize o mais rápido possível os salários e auxílios dos trabalhadores.

Fonte: Imprensa SVNIT

terça-feira, 19 de julho de 2016

Sindicato constata irregularidades em postos de serviços de Niterói e São Gonçalo

O Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região (SVNIT) saiu às ruas e visitou diversos postos para fiscalizar as condições de trabalho dos vigilantes. A iniciativa acontece após o Sindicato receber diversas denúncias através da seção Fale Conosco no site da entidade. Apesar das frequentes investidas do SVNIT, ainda foram identificadas irregularidades e descumprimentos da Convenção Coletiva e da CLT.

Na Defensoria Pública, em Niterói, os vigilantes estão com salários, tíquetes refeição e transportes em atrasos. O Sindicato cobrou uma posição da Defensoria Pública em relação à empresa Rota Vigilância. Apesar de não dar condições para os trabalhadores, a empresa ainda ameaçou os vigilantes de cortes nos salários em caso de faltas. Questionada, a Defensoria informou que havia liberado o pagamento da fatura de maio/2016 nesta semana. O motivo do atraso seria a falta de certidões da Rota Vigilância. A empresa e o órgão foram comunicados que o Sindicato vai solicitar mediação junto ao Ministério Público do Trabalho para tratar do assunto.

O caso se repete no posto do Ministério da Agricultura, em Niterói, onde a mesma empresa presta serviços. No local, vigilantes foram demitidos e não receberam suas rescisões. O SVNIT vai levar o caso ao MPT e pedir o bloqueio de faturas para pagamentos de indenizações. A situação é idêntica para os vigilantes que trabalhavam no IML e eram da empresa VS-Brasil e foram dispensados também não receberam suas rescisões. O caso também será levado ao MPT.

Na loja C&C, na divisa entre Niterói e São Gonçalo, o SVNIT identificou porteiros realizando a função de vigilantes utilizando rádios de comunicação interna e para rondas externas. Os porteiros ainda estavam fardados como se fossem vigilantes criando uma falsa sensação de segurança para os clientes. O Sindicato vai denunciar no MPT as empresas C&C e Solidez por desvio de função.

“Não vamos abaixar a nossa cabeça para os problemas que a nossa categoria está sofrendo. Vamos denunciar todas as empresas que estão usando o desvio de função para se beneficiar. O Sindicato continua atento na defesa dos direitos dos vigilantes”, afirma Cláudio José Vigilante, presidente do SVNIT que foi acompanhado pelo diretor Adilson Vigilante.


Em um posto de gasolina na cidade, vigilantes foram contratados para realizar a segurança sem equipamentos essenciais para desempenho da função. A empresa contratante não forneceu colete a prova de balas, armas e munição para os vigilantes. O SVNIT já notificou a empresa e aguarda a adequação. 

Fonte: Imprensa SVNIT

quinta-feira, 7 de julho de 2016

SINDICATO SVNIT DENUNCIA EMPRESA (BF) BRAÇO FORTE AO MINISTÉRIO DO TRABALHO



A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões recebeu denúncias de Vigilantes contra a Empresa de Segurança Braço Forte, por está colocando vigilantes para tirar plantão de 14 x 36 e não está pagando os feriados trabalhadores dos companheiros.

Entramos em contato com a empresa mandamos oficio e não tivemos resposta, visitamos o posto de serviço que é o Guanabara de Alcântara na última sexta feira dia 01/07/16 e confirmamos a denúncia, solicitamos uma reunião com a direção do Guanabara e também não tivemos resposta.

Decidimos então entrar com uma denúncia no Ministério do Trabalho em Niterói contra a empresa, não vamos aceitar exploração da mão de obra da nossa categoria.

A escala permitida é de 12x36 já incluindo a hora do almoço e o Feriado é obrigatório o pagamento súmula 444.

Assim que for marcada a mesa redonda informaremos aos companheiros.

O Sindicato foi criado para servir ao trabalhador.

Só quem sabe o que o Vigilante sofre em seu posto de Serviço é um outro vigilante.


Claudio Vigilante
Presidente do Sindicato de Niterói, São Gonçalo e regiões

domingo, 26 de junho de 2016

VIGILANTES DE NITERÓI E REGIÕES VAMOS NOS UNIR. HORISTAS NÃO !!!

Bom dia a todos os Vigilantes que prestam serviço nos Municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Marica/RJ.
A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões, solicita a todos os Vigilantes que estão prestando serviço em agências bancárias da nossa base territorial que mandem para o nosso site no link fale conosco anonimante não precisa se identificar o nome do banco, endereço e município para que a partir de terça feira dia 28/06/16 possamos começar a visitar os postos de serviço e confirmando a irregularidade, apresentar a relação ao Ministério do Trabalho de Niterói para que as empresas e os bancos possam ser fiscalizados conforme solicitação do nosso Sindicato  na mesa redonda no dia 23/06/16.
Vamos nos unir para acabar com essa falta de respeito das empresas com nós Vigilantes.
A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões está fazendo a sua parte agora os Vigilantes precisam nos ajudar também, porque o Sindicato somos todos nós..
As empresas de Segurança precisam ter reservas para rendição de almoço, se os Vigilantes não aceitar essa migalha das empresas elas vão ter que contratar do mesmo jeito só que com o salário normal, porque elas estão sendo autuadas por não conceder horário de almoço para os Vigilantes Bancários.
Vamos nos unir.
Só quem sabem o que o Vigilante sofre em seu posto de serviço é um outro Vigilante.
Aguardamos os contatos dos companheiros pelo site do Sindicato Svnit no link fale conosco.
www.svnit.org
Cláudio Vigilante
Presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niteroi e regiões (Svnit).

sexta-feira, 24 de junho de 2016

HORISTAS: Após 4 horas de reunião no MTE, Sindicato pede fiscalização nas empresas

Foram mais de quatro horas de discussões na mesa de intermediação no MTE - Ministério do Trabalho em Niterói entre o SVNIT – Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região e o Sindesp (sindicato patronal) e as empresas de segurança Protege e G4S para discutir a contratação de vigilantes horistas. A mesa de negociação foi solicitada pelo presidente do SVNIT, Cláudio Vigilante. O presidente da CNTV – Confederação Nacional dos Vigilantes, José Boaventura, e o Departamento Jurídico do Sindicato também participaram das discussões.

O debate foi caloroso e não se alcançou um consenso. O SVNIT pediu ao MTE o início de fiscalizações diárias nas empresas. Os empresários argumentam que a CLT permite a prática de contratação de horista que reduz o salário do trabalhador e não garante direitos.

O SVNIT demonstrou aos empresários e ao representante do MTE que o regime do vigilante é mensalista, o que proíbe o vigilante diarista. José Boaventura, presidente da CNTV, alertou ao mediador o real objetivo dos empresários. “O que as empresas querem é precarizar o serviço da segurança no Estado”, disse.

O presidente do SVNIT, Cláudio Vigilante, comunicou às empresas que o objetivo principal da mesa redonda era a suspensão da contratação de vigilantes horistas na base do Sindicato. Como não houve consenso, o SVNIT solicitou a convocação dos bancos contratantes para uma nova mesa de mediação. “Os empresários não gostaram de envolver os contratantes nessa discussão. Porém, não vemos outra saída a não ser envolver todos os agentes. Não podemos permitir precarizar o trabalho em nossa base”, afirma Cláudio.

O Sindicato também solicitou que as empresas apresentassem, no prazo de 10 dias, uma lista de documentos, tais como: 1. Cópia dos contratos de prestação de serviços; 2. cópia dos contratos de trabalho por Regime parcial; 3. históricos das contratações de mulheres; 4. folha de ponto dos Vigilantes para comprovar a carga horária efetivamente trabalhada; e 5. cópia das apólices de seguro de vida contratado para os Vigilantes. Novamente, os empresários se recusaram a atender a solicitação.

“Todas essas recusas às nossas solicitações demonstram que as empresas estão de má fé e, realmente, contratando horista. Não nos restou alternativa a não ser pedir fiscalização do Ministério do Trabalho contra as empresas que estão praticando esses absurdos. A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões iniciará na próxima semana visitas a todos os bancos para constatar onde têm vigilantes horistas. Vamos realizar atos e denunciar a precariedade da prestação de serviços. As empresas precisam respeitar a nossa categoria. Não somos mercadorias e, sim, seres humanos”, revela Cláudio.


A contratação de vigilante horista fere a Convenção Coletiva de Trabalho e a CLT. Além disso, o vigilante só terá direito a 18 dias de férias se não tiver faltas. Os trabalhadores não podem aceitar esse tipo de contratação. Só assim, as empresas deixarão de humilhar a categoria. Os risco de quem trabalha nos bancos por uma ou duas horas é o mesmo de quem trabalha as oito horas diárias. Só quem sabe o que o vigilante sofre em seu posto de serviço é outro vigilante. O Sindicato vai denunciar todas as empresas no Ministério Público do Trabalho que praticarem esse tipo de contratação.

Fonte: Imprensa SVNIT