segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Campanha salarial 2017 começa com embates entre Sindicato e empresários

Foi iniciada a Campanha Salarial 2017/2018. No último dia 13/01, cinco sindicato de vigilantes do Estado do Rio se reuniram com o Sindesp (sindicato patronal) para apresentar a pauta unificada com as reivindicações da categoria. No encontro, os empresários afirmaram que seria muito difícil atender o pedido de reajuste dos trabalhadores. Pela primeira vez, os empresários se propuseram de apresentar uma pauta para que os trabalhadores analisem. Os representantes do trabalhadores já avisaram que não aceitarão nenhuma proposta que contenha retirada ou parcelamento de direitos. Uma nova rodada está agendada para o dia 24/01. Após a reunião, os sindicato devem convocar assembleias para informar aos vigilantes a proposta apresentada pelo patronal e deliberar sobre ela.

Como forma de pressão, os patrões alegaram que no estado do Espírito Santo um sindicato havia fechado o acordo coletivo com o reajuste de apenas 3,4%. O mesmo discurso sobre crise nacional utilizado no ano passado voltou à mesa de negociação.

“Repudiamos o posicionamento dos patrões e comunicamos que não assinaríamos nenhuma convenção coletiva com reajuste abaixo da inflação. Em São Paulo já tem CCT assinada com reajuste de 7%” afirma Cláudio Vigilante, presidente do SVNIT. Cláudio lembra ainda que 2017 será um ano de dificuldades nas negociações salariais. “Estamos fazendo a nossa parte e os vigilantes precisam fazer a deles também. Esse ano a negociação será muito difícil em todo o Brasil. É importante que os vigilantes compareçam em todas as assembleias convocadas pelos seus Sindicatos para conhecerem as reais intenções dos empresários”, disse.

A participação nas assembleias é crucial para ampliar a força do sindicato para pressionar os patrões melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Quando não há a participação da categoria, uma minoria acaba decidindo pelo coletivo de trabalhadores.

Em Niterói e regiões, as decisões para o fechamento da próxima CCT serão tomadas pelos vigilantes presentes nas assembleias. “Somos transparentes e damos oportunidade para que todos vigilantes se manifestem, contra ou favoravelmente às propostas”, conclui Cláudio.

Os Sindicatos dos Vigilantes participantes da primeira rodada de negociações foram: SVNIT – Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região; Petrópolis e região; Duque de Caxias; Mesquita e Nilópolis e Itaguaí e Seropédica.

Plano de Saúde

Conforme previsto na CCT 2016/2017, as negociações desse ano também vão debater a implantação de um plano de saúde para o vigilante extensivo aos dependentes. Os representantes dos trabalhadores também já solicitaram a vigência da atual Convenção Coletiva até que a nova CCT seja assinada.

Canal de informações do Sindicato


Acompanhe todas as informações sobre a campanha salarial no programa Sintonia do Trabalhador pela rádio Stillus 105.5 FM de São Gonçalo e também pelo Facebook do Sindicato SVNIT ao vivo todas as quintas-feiras a partir das 14hs e também no site www.svnit.org

Fonte: Imprensa SVNIT

Confira a pauta apresentada aos patrões:

                                                          PROPOSTAS

1.            Reajuste Salarial INPC mais 10%

2.            Tíquete Refeição R$ 25,00

3.            Redução do desconto do PAT para 10%

4.            Isenção do pagamento por parte do Empregado do percentual de 6% referente ao vale transporte.

5.            Manutenção da escala 12x36 e de 5x2 com 44 horas semanais.

6.            Jornada especiais para eventos diária de R$ 180,00 mais passagem e alimentação.

7.            Alterar carga horaria passando para 180 horas mensal,

8.            Adicional noturno estendido até o encerramento do plantão.

9.            Manutenção das clausulas anteriores conforme sumula 277 do TST.

10.          Fica garantido o Premio de assiduidade que consta na convenção coletiva de trabalho de 2016/2017, a todos os diretores liberados.

11.          Fica garantido a titulo de gratificação o percentual de 20% para todos os Vigilantes Bancários.

12.          A empresa se obriga a colocar uma cadeira em postos de serviço em que o vigilante trabalha em pé conforme a NR 17 e seus parágrafos.

13.          Vale cultura para todos os vigilantes conforme legislação vigente.

14.          As empresas se obrigam a encaminhar os vigilantes para realizar as reciclagens no período de 05 dias consecutivos, sendo proibida reciclagem em finais de semana.

15.          Fica garantido aos vigilantes que forem encaminhados para realizar a sua reciclagem no período de folga o pagamento de horas extras  conforme artigo 4º da CLT.

16.          Fica garantido aos Vigilantes nas férias o recebimento do valor do tíquete alimentação/refeição integral a titulo de assiduidade.

17.          Plano de Saúde para todos os Vigilantes e seus dependentes pago pela Empresa.
18.          A empresa fica obrigada a fornecer o CAT ao Vigilante que sofrer qualquer tipo de Sinistro em seu posto de serviço.

19.          Fica proibido a empresa encaminhar o vigilante para realizar exames psicológico e periódico nas suas folgas.

20.          Fica proibido qualquer tipo de desconto no contracheque dos trabalhadores que não esteja autorizado por esta convenção coletiva.

21.          Fixação de horário de Almoço para os Vigilantes Bancários.

Niterói, 10 de Janeiro de 2017.

SINDICATO DOS VIGILANTES DE NITEROI e REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE PETROPOLIS E REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE DUQUE DE CAXIAS
SINDICATO DOS VIGILANTES DE ITAGUAI E SEROPEDICA

SINDICATO DOS VIGILANTES DE MESQUITA E NILOPOLIS.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

SVNIT fecha agência do Itaú por falta de condições de trabalho em Niterói

Após paralisar uma agência do banco Itaú no Largo da Batalha, em Niterói, nesta quarta-feira (04/01), por falta de condições de trabalho, o setor de segurança do banco regressou o vigilante num ato de total abuso e prática antissindical.  O fechamento da unidade se deu pelo forte calor no interior da agência que funcionava há mais de uma semana sem ar condicionado. As condições desumanas levaram o Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região (SVNIT) a intervir.

O fechamento foi acordado com a gerência da agência após constatar a situação degradante a que estavam submetidos funcionários, vigilantes e clientes. O atendimento aos idosos foi mantido. Um grande fila foi formada do lado de fora da agência por conta do calor colocando em risco a segurança.

O setor de Segurança do Itaú foi informado do fechamento pelo próprio SVNIT. No entanto, com a situação resolvida o sindicato foi informado que o banco havia regressado o vigilante por supor que a denúncia havia partido do profissional. A situação da agência já era conhecida pelos Sindicatos dos Vigilantes e dos Bancários de Niterói que monitoravam diariamente os problemas da unidade.

A direção do SVNIT está mantendo contato diário com o setor de Segurança do Itaú para reverter a regressão. Caso o banco não adote essa postura, o SVNIT fará uma denúncia ao Ministério Público de Niterói (MPT) sobre a falta de respeito com os trabalhadores.

“É importante deixar bem claro que o tempo da escravidão já passou. A direção do SVNIT e da CNTV não vai aceitar que a categoria seja explorada e tratada como escravos. Não vamos aceitar covardia com os companheiros. Doa a quem doer”, afirma Claudio Vigilante, presidente do SVNIT e Secretário Geral da CNTV.


O vice-presidente do SVNIT, Paulo Henrique, também participou da paralisação da agência do Itaú.

Fonte: Imprensa SVNIT

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Haverá emprego para trabalhadores de 65 anos?

Quantas pessoas de 65 anos você conhece que ainda estão no mercado de trabalho? É possível imaginar a resposta a partir de alguns dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (a Pnad Contínua do IBGE). Dos 20,2 milhões de trabalhadores com 65 anos ou mais, somente 13,4% compõem a força de trabalho: 13,1% deles efetivamente trabalhando e apenas 0,3% a procura de emprego. Os outros 87% estão fora do sistema.

Esses números ajudam a entender o caos que o mercado de trabalho brasileiro poderá viver caso a reforma da Previdência apresentada pelo governo Michel Temer venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Isso porque a idade de 65 anos passa a ser a mínima para conseguir se aposentar – à exceção de bombeiros e militares, mantidos como casos especiais pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287.

O tempo mínimo de contribuição também aumentou de 15 anos para 25 anos. E aqueles que quiserem receber o teto do benefício, hoje estipulado em R$ 5.189,82, terão de contribuir ao Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS, por 49 anos ininterruptos – caso, por exemplo, de uma pessoa que começou a contribuir aos 16 anos e chegou aos 65 sem nunca ter ficado desempregado ou na informalidade.

Agricultores criticam idade mínima de aposentadoria 

A lei prevê, ainda, que a cada ano de elevação da expectativa de vida no país – para quem nasce hoje, a média é de 75,5 anos –, subirá a idade mínima exigida para fazer jus à aposentadoria.


Vamos ter problemas – A dificuldade de arrumar emprego a partir de uma certa idade é conhecida por qualquer trabalhador, seja porque viveu a situação, seja porque viu o pai, um irmão, um amigo ser barrado pelo crivo cruel do mercado de trabalho. Mas os números também ajudam a comprovar esse quadro: do saldo de 1,5 milhão de desempregados nos últimos 12 meses, 1,4 milhão estão na faixa entre 30 anos e 64 anos e um terço desse total está entre os 50 anos e os 64 anos.
Além disso, uma legião de cidadãos pode ter de se inserir no mercado para conseguir alcançar a aposentadoria. Se o dado a ser levado em conta forem aqueles que têm 60 anos ou mais, serão 29,6 milhões de pessoas, das quais somente 6,5 milhões estão trabalhando, de acordo com a Pnad.

A reforma, da maneira como foi apresentada pelo governo Temer, vai atingir 76% dos beneficiários que hoje estão dentro do sistema de previdência, ativos. Os outros 24% caem na regra de transição. A conta é do economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior. “As centrais trabalhavam a proposta de que mudanças valessem somente para os novos trabalhadores”, relata. “Vamos ter problemas”, resume, lembrando que o mercado de trabalho está encolhendo. “Teremos um grupo cada vez menor de empregos disputado por jovens e agora também por idosos”, explica.

A exemplo de outros especialistas, Fausto também considera que essa reforma compromete o sistema de seguridade do país que deveria garantir quem perdeu a capacidade laborativa, seja temporária (como grávidas, adoecidos) ou definitiva (acidentados, idosos). “É uma questão social: o mercado irá absorver, as empresas vão querer contratar esses trabalhadores que terão de ingressar no mercado?”, indaga, reforçando que vemos médicos, advogados, professores universitários, juízes, profissionais mais especializados avançados na idade. “Mas o grosso dos trabalhadores perde a capacidade laborativa, na construção civil, cortadores de cana, garis, trabalho árduo”, critica.


Vai virar assistência – Se a reforma é cruel com as pessoas, pode ser fatal também para o sistema de seguridade que afirma ter a intenção de preservar. “Propostas muito duras, como essa, vão acabar com a previdência constituída a duras penas em 50 anos”, diz o economista.

Ele explica que quando se colocam regras muito rígidas, um conjunto de pessoas que tem condição de contribuir, vai para o setor privado. “É uma proposta para desconstruir a previdência pública no Brasil, porque quem tiver alguma opção para efetivar a aposentadoria, vai migrar para a previdência privada. E um dos interesses do setor financeiro é levar para a previdência privada, para os bancos, parte das pessoas que hoje contribuem para a previdência social. Isso somado à pejotização da economia (trabalhadores que não têm registro em carteira de trabalho, mas são contratados como empresas, pessoas jurídicas) e à terceirização (também defendida pelo governo Temer) vai descapitalizar a previdência pública, que vai perdendo segurados. Com poucos recursos, ao longo do tempo, ela vai acabar servindo a um grupo menor e mais pobre. Deixa de ser previdência para virar assistência, um bolsa-família. E isso é assustador.”


Fonte: por Cláudia Motta, SPBancarios

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

EMPRESAS DE SEGURANÇA G4S E HOPERVIG DESCONTAM VALORES INDEVIDOS DOS VIGILANTES.



Diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões , comunica aos Vigilantes das Empresas de Segurança G4S e da Hopervig que prestam serviço nos Municípios, de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Maricá/RJ,  que estamos denunciando as empresas no Ministério do Trabalho por estar descontando dos vigilantes valores indevidos.

A Empresa G4S conforme denuncia dos Vigilantes esta descontando mensalmente no contracheque o valor de R$ 1.25 a titulo contribuição solidária.

Mantivemos contato com a empresa e como não tivemos retorno vamos  denunciar  a empresa ao Ministério do Trabalho e solicitar a devolução para o vigilante da nossa base territorial do valor indevido descontado desde do primeiro desconto. Além disso, estamos denunciando também a G4S por não fornecer o contracheque ao Vigilante conforme determina a CCT de 2016/2017.

Referente à Empresa Hopervig  a diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Regiões descobriu no ato da homologação que a empresa está descontando do Vigilante indevidamente o valor de R$ 1.97 a titulo de seguro de Vida.

A empresa esta se apropriando de valores dos vigilantes para pagar o seguro de vida que é obrigação por lei dela pagar .

Solicitamos a todos os Vigilantes  da nossa base territorial que prestam serviço para as referidas empresas que acesse o site do nosso sindicato www.svnit.org  seção fale conosco e informe desde quando a empresa esta realizando estes descontos para que possamos solicitar no Ministério do Trabalho a devolução para o Vigilante associado ou não.

A Diretoria do Sindicato (SVNIT).

COMUNICADO SOBRE O FUNICIONAMENTO DO SINDICATO NO FINAL DE ANO.

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões comunica a todos os Vigilantes, Amigos e Empresas que em virtude dos festejos de final de ano, o Sindicato estará entrando em recesso no dia 22/12/16 quinta feira, o expediente será até as 16 horas.
O retorno do recesso será dia  02/01/17 as 09:00 horas.

Atenciosamente
A diretoria do Sindicato Svnit.

ENTREGA DE CESTA DE NATAL PARA ASSOCIADOS

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Regiões, comunica a todos os associados que a Cesta de Natal se encontra no Sindicato a disposição dos companheiros até quinta feira dia 22/12/16 das 09:00 as 16 horas.
Solicitamos que tragam a carteira de associado ou o contracheque para que possamos conferir, pois muitas empresas não estão fornecendo as listagens de associados para o Sindicato.

A diretoria do Sindicato SVNIT

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ajufe diz, em nota, que reforma da Previdência sem debate é ‘inaceitável e temerária’

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou hoje (12) uma nota pública na qual se posiciona de forma crítica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, referente à Reforma da Previdência. De acordo com a entidade, em documento assinado pelo seu presidente, Roberto Carvalho Veloso, como a reforma  atingirá substancialmente a população brasileira, precisa ser submetida a um debate “sério e qualificado” com os trabalhadores e servidores públicos.
Por este motivo, a entidade considera “inaceitável e temerário” que a matéria seja encampada pelo governo “apenas sob o único enfoque da crise econômica, sem as discussões necessárias acerca dos aspectos jurídicos e sociais”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ENTREGA DE CESTAS DE NATAL PARA ASSOCIADO

A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e regiões comunica a todos os associados que a partir do dia 16/12/16 até dia 22/12/16 das 09:00 ás 16:00 horas de segunda a sexta feira será entregue a Cesta de Natal para todos os associados do Sindicato Svnit.


Os associados deverão trazer a carteira de sócio e o contracheque do Mês anterior para que seja comprovado o desconto da mensalidade, qualquer informação o associado poderá ligar para o sindicato 3607-3070, que lhe atendermos com o maior prazer.


O motivo de solicitarmos o contracheque é porque temos empresas que estão deixando de descontar a mensalidade do associado como represália pela atuação do Sindicato.

                                                        

                                                             A diretoria

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Câmara dos Deputados aprova Estatuto da Segurança Privada

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o Estatuto da Segurança Privada, que regulamenta a atuação das empresas de segurança privada e de transporte de valores e disciplina os aspectos da segurança em bancos. O texto aprovado pelos deputados segue ao Senado Federal para votação.

Para o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), a matéria aprovada pela Câmara significa um avanço para a categoria e garante a mobilização junto aos senadores pela aprovação.

“Nós vamos batalhar no Senado para melhorar o projeto e aprová-lo porque abre a possibilidade de colocar na legalidade cerca de 2 milhões de trabalhadores que estão na segurança privada de maneira informal e clandestina”, avalia o parlamentar.

O Estatuto da Segurança Privada estabelece normas que deverão ser seguidas pelas empresas de segurança, remetendo à Polícia Federal a atribuição de autorizar seu funcionamento e de controlar e fiscalizar a atuação delas com a cobrança de taxas.

O texto também define e estabelece as normas de funcionamento de empresas de monitoramento de sistema eletrônico de segurança. A proposta prevê que o Ministério da Justiça poderá instituir um conselho nacional de segurança privada, de caráter consultivo, com o objetivo de assessorar o ministro da Justiça em assuntos de segurança privada e elaborar políticas para o setor.

Deputado distrital CHICO VIGILANTE, PT-DF